Estruturação de living labs e sua governança por temas da cidade inteligente: o caso da linha verde em Curitiba

Curso: 

  • MPGPP

Área de conhecimento: 

  • Políticas Públicas

Autor(es): 

  • Cecília Bezerra da Silva Fonseca, Camila Elena Muza Cruz, RODRIGO BEZERRA DA SILVA

Orientador: 

Ano: 

2016

O objetivo desse trabalho consiste na elaboração de proposta para estruturação de Living Labs na região da Linha Verde, trecho urbano da BR 116, que cruza Curitiba, e que se tornou o sexto eixo estruturante da cidade. Por ser antiga rodovia, apresenta serviços de baixo valor agregado, com demandas sociais a serem resolvidas, e passa por um processo de requalificação urbana, visando mudar esse cenário. Acredita-se que transformar essa via num centro de inovações urbanas sustentáveis aumentará a atratividade da região, trazendo empresas e serviços intensivos em tecnologia e de maior complexidade. Para realizar essa mudança na Linha Verde, atendendo ao Termo de Referência apresentado à Fundação Getulio Vargas pela Prefeitura de Curitiba, realizou-se estudo de Living Labs – laboratórios de experimentação na vida real, cujo objetivo é criar produtos e serviços inovadores por meio de parcerias público-privada-pessoais. Os métodos de pesquisa utilizados para formulação da proposta dessa dissertação foram: revisão de literatura com levantamento de experiências nacionais e internacionais, entrevistas semiestruturadas com atores do projeto da Linha Verde, análise de materiais e visitas de campo. Utilizou-se o Planejamento Estratégico Situacional para diagnóstico do cenário e proposição das soluções para o caso. A proposta elaborada no trabalho consiste no mapeamento de potenciais Living Labs para a Linha Verde, com detalhamento de aspectos importantes identificados na revisão bibliográfica (coordenação, participação, formação da rede e método de implementação). Optou-se por sugeri-los de acordo com as seis áreas de interesse de uma cidade inteligente (smart environment, smart mobility, smart living, smart people, smart economy e smart governance), visto que Curitiba já adota esse conceito. Adicionalmente, sugeriu-se a criação de estrutura de governança e de captação de ideias inovadoras, baseadas em experiências internacionais pesquisadas. Apresentam-se também possíveis externalidades que os Living Labs podem trazer à cidade. Por fim, apresentam-se as etapas de implantação da proposta. As iniciativas aqui propostas podem contribuir para tornar a Linha Verde uma área de desenvolvimento econômico e social, servindo como um laboratório de soluções urbanas inovadoras.

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