O Desafio das Cidades Inteligentes

Autor(es): 

Érico Przeybilovicz, Wesley Vieira Silva e Maria Alexandra Cunha

Ano: 

2015

Pesquisa em foco: Limits and potential for e-gov and smart city in local government: A cluster analysis concerning ICT infrastructure and use

Municípios podem ser divididos em diferentes grupos quanto à infraestrutura e gestão de recursos para alcançarem os benefícios das chamadas smart cities.

Objetivo: Compreender os desafios que as cidades brasileiras enfrentam para se tornarem tecnologicamente inteligentes (smart cities).

Raio X da pesquisa

• Levantamento de dados do censo dos municípios brasileiros, da pesquisa MUNIC (IBGE), do Human Development Atlas (UNDP) e do Ipardes (PR).

• Desenvolvimento de estudo-piloto com 399 municípios do Paraná.

• Levantamento de dois grupos de informações: infraestrutura de TI, com 50 variáveis agrupadas em seis dimensões (infraestrutura governamental de conexão, infraestrutura de acesso a internet na cidade, e-serviços, acessibilidade, inclusão digital, e-gestão pública); e dados socioeconômicos, tais como renda per capita, população, IDH.

• Análise estatística dos dados.

Resultados

• Foram encontrados cinco grupos de municípios, com diferentes necessidades e usos de TI: (1) Dependente (cidades em regiões metropolitanas que dependem da infraestrutura de grandes polos); (2) Indiferente (cidades grandes e ricas que têm infraestrutura, mas não se preocupam em oferecer serviços eletrônicos aos cidadãos); (3) Sem recursos (cidades pequenas e pobres sem infraestrutura alguma); (4) Bem organizado (cidades pequenas e razoavelmente pobres, mas que conseguiram, com poucos recursos, acesso a internet, serviços virtuais e inclusão digital); e (5) Potencial cidade inteligente (Curitiba, a capital, com a melhor infraestrutura e serviços, mas que não transfere suas vantagens para as cidades do entorno).

• No geral, há uso incipiente de TI nas cidades do Paraná. Especialmente nos grupos 1 e 3, os cidadãos têm dificuldade de acessar a internet. O grupo 3, de cidades mais pobres, merece atenção maior da administração pública.

• Em alguns casos, como no cluster 2, a questão não é tanto fornecer infraestrutura, mas, sim, melhorar a gestão da infraestrutura disponível. O caso do cluster 4 mostra uma situação oposta: como é possível avançar com poucos recursos, mas com uma gestão clara.

O que há de novo

• As medidas internacionais normalmente não identificam as diferenças internas de cada país. No entanto, as políticas nacionais para incentivo ao uso e disseminação de infraestrutura de TI devem considerar diferentes tratamentos por grupos de municípios, considerando a infraestrutura e a forma de gestão dos recursos.

Entre em contato com o professora Maria Ester de Freitas

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